A tecnologia nasceu em 2015 com o objetivo de auxiliar no aprendizado, na ciência e até da medicina. Inicialmente o chamado Deep learning, ou aprendizado profundo em Português, era utilizado apenas em fotografia, mas a evolução de hardwares, de inteligência artificial, possibilitou a transição da tecnologia para os vídeos. Com um programa de computação gráfica é possível criar imagens com o rosto e a voz de qualquer pessoa.
A tecnologia também pode ser usada para o mal, os hackers não perderam tempo e criaram os deep fakes. São vídeos de pessoas se passando por outras em situação vexatória. Nos Estados Unidos políticos e artistas são as principais vítimas dos piratas da computação. O Brasil já registrou esse tipo de crime.
Com o surgimento de aplicativos para aparelhos celulares tornou mais acessível. Em países como China e Estados Unidos a prática desse tipo de crime está se tornando cada vez mais comum.
A ferramenta pode ser facilmente usada para a desconstrução da imagem de pessoas públicas, principalmente de políticos no período que antecede as eleições. Por isso, é preciso ficar ligado para não acreditar em tudo o que se ver hoje em dia.
O Deep Fake, inclusive, já foi utilizado na política: o partido belga Socialistische Partij, anders (Partido Socialista, mas diferente) criou um vídeo falso em que Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, pede à população do país que votasse pela renúncia ao Acordo de Paris, um tratado que rege políticas climáticas.via cnews
