O governo federal notificou a empresa grega Delta Tankers, proprietária da embarcação Boubolina, suspeita de ser responsável por vazamento de óleo no litoral cearense e demais praias do Nordeste. O dano ainda é calculado, mas integrantes do Executivo estimam que pode alcançar alguns bilhões de reais. A investigação é conduzida pela Polícia Federal (PF) e pela Marinha.
A embarcação teria feito carregamento na Venezuela, contornou a costa brasileira e seguiu rumo à região de Cingapura, onde efetuou operação “barco a barco” de transferência de barris de óleo. Francisco Perazzoni, chefe de geointeligência da PF, cobrou que a companhia se manifestasse sobre o assunto, informando detalhes sobre a viagem, quem comandava o veículo, quanto foi carregado e destino do óleo.
Um inquérito foi aberto para investigar todas as ações sobre o vazamento, que afetou áreas de proteção. “Agora é a fase mais complexa no exterior. Já iniciamos a cooperação policial. Pedimos para a Grécia quem são os donos, quando abasteceu. Estamos aguardando os resultados de pedidos de cooperação e explorando toda forma de buscar dados. Temos que obter documentação, avançar para reunir elementos que necessitamos para chegar a conclusões”, comentou Perazzoni.
“A Marinha abriu inquérito administrativo que vai para o tribunal marítimo. Eles têm um poder de alcançar os responsáveis. A autoridade marítima brasileira oficiou autoridade marítima grega”, completou o comandante operacional da Força, Leonardo Puntel.
A empresa, por sua vez, afirmou que conduziu uma apuração a partir de suas câmeras e sensores e que não haveria prova alguma de um vazamento de óleo durante o trajeto entre a Venezuela e a Malásia. No comunicado, a companhia também informou não ter sido comunicada ainda, mas que o material levantado por ela “será compartilhado com autoridades brasileiras”.
Via Cnews