Em audiência na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, o ministro Sérgio Moro mencionou a crise na segurança do Ceará, ocorrida em janeiro deste ano. O chefe de pasta elogiou a atuação do governador Camilo Santana, mas ressaltou que o trabalho da Força Nacional de Segurança e da Força de Intervenção Penitenciária, autorizadas por ele, tiveram participação.
“Me parece que existe uma correlação muito clara entre a retomada do poder público e a redução desses crimes no Estado”, disse o ministro. Moro afirma que o presidente Jair Bolsonaro e Camilo Santana trabalharam juntos para combater o crime organizado. O ministro ainda lembrou a transferência de líderes de facções para unidades prisionais federais, atendendo a solicitação do Estado.
O próprio ministro tomou a iniciativa de ir ao Senado para apresentar sua versão sobre as conversas com integrantes da Força-Tarefa da Operação Lava Jato, quando ainda era juiz federal. As mensagens foram divulgadas pelo The Intercept. “Quem faz estas operações de contrainteligência não é um adolescente com espinhas na cara, na frente de um computador, mas sim um criminoso estruturado”, declarou Moro, cobrando que a equipe do site entregue todo o conteúdo a que teve acesso às autoridades competentes em que confie para que seja apurada a autenticidade dos arquivos.