O promotor de Justiça Nestor Rocha Cabral, representante do Ministério Público Estadual, afirmou, em entrevista exclusiva ao Grupo Cidade de Comunicação, que as investigações sobre a existência de um hospital clandestino para uso de integrantes de organizações ainda não acabaram. O órgão atua para descobrir "o possível envolvimento de profissionais da saúde que prestam serviços às facções".
O hospital clandestino foi citado em uma conversa de celular descoberta após a prisão de integrantes de um grupo especializado em roubos e furtos. No WhatsApp de um dos presos, José Ferreira da Silva Júnior, o local é citado. A prisão aconteceu em janeiro, mas é mantida pela Justiça, que ainda determinou a quebra do sigilo telefônico dos envolvidos no esquema. Desta forma, o aparelho em que as mensagens foram encontradas será periciado detalhadamente.
"O inquérito [das prisões] não tinha se aprofundado nesta informação [hospital clandestino]. Então pedimos a quebra do sigilo telefônico, para ser instaurado um novo inquérito na Draco",explicou o promotor. "A tendência é que a investigação se amplie e consiga identificar outros membros da organização criminosa", completou. Para o representante do Ministério Público, a existência de um hospital clandestino "mostra a sofisticação" da facção.
Ainda segundo Cabral, a manutenção da prisão do grupo é importante para descobrir detalhes sobre o funcionamento do hospital.
De acordo com Cláudio Justa, membro do Conselho Penitenciário do Ceará, o atendimento em um hospital clandestino dificulta a identificação dos suspeitos que se feriram em confrontos com agentes de segurança e com envolvidos em outras organizações criminosas. Casos semelhantes já foram registrados no eixo Rio-São Paulo.
Via Cnews
