Sirenes são acionadas 5h30 da manhã e moradores tiveram que evacuar o local. Até o momento, 37 pessoas morreram; oito foram identificadas; 250 estão desaparecidas e 196 resgatas com vida
Moradores Brumadinho acordaram assustados na manhã deste domingo, às 5h30, uma sirene foi acionada e eles tiveram que deixar suas casas por risco de rompimento de uma nova barragem, a número 6. É previsto o evacuamento de 24 mil pessoas.
Em comunicado, a Vale informou que foi detectado aumento dos níveis da água na região.
“A Vale informa que, por volta das 5h30 deste domingo, acionou as sirenes de alerta na região da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), ao detectar aumento dos níveis de água nos instrumentos que monitoram a barragem VI.”
De acordo com os bombeiros, as principais regiões que tiveram que ser evacuadas em Brumadinho são:
- Pires;
- Centro;
- Parque da Cachoeira, que engloba Tejuco e Córrego do feijão;
- Progresso.
Os moradores desses locais devem deixar as suas casas e se direcionarem a 3 pontos de encontro:
- Igreja Matriz, no centro;
- Delegacia;
- Morro do Querosene.
A noite em Brumadinho, Minas Gerais, será, novamente, de muita angústia e espera. As buscas por vítimas do rompimento de uma barragem foram encerradas neste sábado (26), por volta de 17h30, e serão retomadas às 5h de domingo (27).
Centenas de pessoas aguardam notícias de parentes e amigos que desapareceram após o desastre. 37 corpos foram encontrados. Oito já foram identificados. Agora pela manhã 250 seguem desaparecidos.
Por causa da tragédia, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), multou a Vale em R$ 250 milhões. A organização é responsável pela barragem que rompeu, na sexta-feira (25), e liberou cerca de 13 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro no rio Paraopeba. O material atingiu um refeitório e um prédio administrativo da empresa. Tudo foi soterrado pela lama.
Em entrevista nesta sexta-feira (25), o presidente da Vale, Fábio Schvarstsman, afirmou que o impacto do desastre será mais humano que ambiental. A maior parte das vítimas é de funcionários da mineradora. via :cnews
