Apenas dois, entre cinquenta museus cearenses, tem plano contra incêndios
Uma belíssima construção que passa despercebida no movimentado Centro de Fortaleza. Muita gente não sabe, mas o Palacete Carvalho Mota, edificado entre as ruas General Sampaio e Pedro Pereira, já abriu o Museu das Secas. Apesar da imponência, o prédio não esconde os efeitos do tempo e do descaso. Fechado há quase duas décadas, o local apresenta sinais de abandono nas paredes, portas e janelas.
O desastre que aconteceu no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, despertou o interesse do Corpo de Bombeiros do Ceará. Segundo o coronel Wagner Maia, coordenador de atividades técnicas, o Estado conta com 56 museus, mas apenas dois tem sistema de prevenção contra incêndios.
O Museu do Ceará, criado em 1932, funciona no local onde ficava a Assembleia Legislativa do Ceará. Um prédio histórico. O Jornal da Cidade esteve no local e constatou que existem infiltrações e poucos extintores. De acordo com a Secretaria de Cultura do Ceará, a construção será reformada no próximo ano.
Enquanto isto, os equipamentos do município como a Casa do Barão do Camocim, passaram por intervenções recentemente. A antiga residência do empresário Geminiano Maia, agraciado com o título barão de Camocim, por exemplo, teve sua estrutura modernizada e se tornou um Centro Cultural.
Turistas e cearenses que costumam frequentar estes espaços acreditam que o caso do Museu Nacional deve fazer com que o poder público dobre sua atenção sobre estes locais. via : cnews
