terça-feira, 21 de agosto de 2018

Ceará é o grande vencedor da 10ª Olimpíada Nacional em História do Brasil

No total, 25 equipes de estudantes foram premiados na competição, que teve 57 mil inscritos

Escolas do Ceará, entre públicas e privadas, foram as mais premiadas na 10ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB), com 25 medalhistas no total. Após seis fases, a final ocorreu nesse fim de semana. Os alunos finalistas fizeram uma prova dissertativa no sábado, 18, e o anúncio dos medalhistas ocorreu domingo, 19, no ginásio da Universidade de Campinas (Unicamp), em uma cerimônia que teve a presença de autoridades, familiares, historiadores, além de um show de rock. As equipes são compostas por três alunos do Ensino Médio ou do 8º e 9º anos do Fundamental, além de um professor de História.
 
O Ceará foi seguido de Pernambuco (15), Rio Grande do Norte (13), São Paulo (10), e Bahia (4). No total, a etapa final da competição teve 1,2 mil estudantes distribuídos em 311 equipes. Neste ano, a ONHB teve a participação de 57,5 mil inscritos de todos os estados. Dos 118 finalistas cearenses, foram distruibuídas cinco medalhas de ouro, nove de prata e 11 de bronze. As outras equipes receberam medalhas de cristal. 
 
Cristina Meneguello, coordenadora da ONHB, ressalta que o desempenho dos estados do Nordeste servem de exemplo para outros do País. “A participação do Ceará é uma realização desde a primeira edição da olimpíada. Todos os anos tiveram participação expressiva e uma grande número de medalhistas”, declarou ao O POVO Online. 

Participante da equipe Fogo na Babilônia, Talita Dantas, 17 anos, foi medalha de ouro. Ela, que participou da última edição da olimpíada, Pedro Virgílio e Markus Filipe integram um dos grupos representantes da escola Colégio Nossa Senhora das Graças. Para a estudante, o ensino do Ceará, apesar das conquistas, ainda há muito o que melhorar. "Existem escolas públicas de qualidade, mas isso não é o suficiente. Muitos jovens acabam sendo aliciados para o crime, por falta de estímulo e de uma visão otimista do futuro, coisas na qual a escola pode proporcionar com excelência", pontuou."Acredito que no futuro, quando estivermos estudando os dias de hoje , talvez vejamos que algumas coisas não mudaram muito em relação aos séculos passados. Ainda existe muita intolerância religiosa, submissão da mulher, racismo e homofobia. Porém, espero que no futuro as coisas possam ser diferentes. Que quando estivermos aprendendo sobre os dias de hoje, apenas vejamos um período da nossa história em que não conseguimos superar os nossos erros, contudo não o fazemos mais", afirmou Talita.  fonte; opovo

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