quarta-feira, 2 de maio de 2018

Cerca de 70 prédios ocupados em SP serão vistoriados após incêndio e desabamento

A Defesa Civil vai vistoriar, nos próximos 45 dias, os cerca de 70 prédios ocupados no centro de São Paulo, que abrigam aproximadamente 4 mil famílias, de acordo com o prefeito Bruno Covas (PSDB). A declaração foi dada após o incêndio e desabamento do edifício Wilton Paes de Almeida, de 24 andares, localizado no Largo do Paissandu, na madrugada de ontem. O Corpo de Bombeiros disse que a assistência social da Prefeitura informou que no prédio moravam 317 pessoas de 118 famílias. Na noite de ontem, 34 pessoas seguiam com paradeiro desconhecido. O número inicial era 45, mas 11 se apresentaram. Essas pessoas constam no cadastro de moradores do prédio feito pela Prefeitura, mas não há confirmação de que estavam na hora da tragédia. A única pessoa confirmada como desaparecida é a que estava sendo resgatada pelos bombeiros quando o prédio desabou. O homem já está incluído na soma das 34 pessoas.Pelo risco de novos acidentes, cinco edificações próximas ao local do desabamento foram interditadas. Algumas ruas ao redor vão permanecer bloqueadas pelos próximos dias para a remoção dos escombros. 
Segundo o prefeito de SP, neste ano, foram feitas seis reuniões entre a Secretaria Municipal da Habitação e moradores do edifício com a finalidade de negociar uma desocupação. “Fizemos cadastro, tentamos convencê-los a sair. 
Tinha um processo conjunto para que as famílias desocupassem aquele espaço. Sabíamos que não era um local adequado”. Mesmo assim, não foi oferecida opção de moradia aos ocupantes — somente a possibilidade de recebimento do auxílio-aluguel e inserção na fila de programas habitacionais. O Corpo de Bombeiros disse ter feito uma vistoria no prédio, em 2015, que apontou problemas nas condições de segurança contra incêndios. “Checamos e havia obstrução nas rotas de fuga por lixo e materiais inflamáveis, além de problemas nas instalações de botijões de gás. Além disso, em caso de incêndio, o fogo se propagaria muito rápido”, disse Marcos Palumbo. 
A Promotoria de Habitação e Urbanismo do Ministério Público de São Paulo (MP) decidiu reabrir inquérito arquivado em março que apurava eventuais riscos de segurança no edifício. As investigações foram reabertas devido ao desabamento. O inquérito havia sido aberto após uma representação feita ao MP com base em informações colhidas junto à Ouvidoria Geral do Município e Prefeitura Regional da Sé em agosto de 2015. A representação foi assinada por um morador vizinho do prédio, que via rachaduras na construção e acreditava haver riscos. 
Ontem, foram cadastradas as 118 famílias que moravam no prédio. Aquelas que não tinham para onde ir, foram levadas pela Prefeitura para abrigos. fonte opovo

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